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Anatomia de uma boa pergunta

O assistente responde melhor quando a pergunta traz três peças: métrica, período e recorte. É como pedir mercadoria ao depósito: “me traz umas caixas aí” trava o separador; “me traz 10 caixas do item 4051, rua 3” sai na hora.

A fórmula

MÉTRICA + PERÍODO + RECORTE (+ ordenação/limite, quando fizer sentido):

  • Métrica — o que você quer medir: faturamento líquido, margem, positivação, títulos vencidos.
  • Período — quando: “de 1º a 30 de junho”, “no último trimestre”.
  • Recorte — fatiado por quê: por fornecedor, por vendedor, por filial, por cliente.
  • Ordenação/limite — quanto e em que ordem: “top 10”, “só os negativos”, “do pior para o melhor”.

Por que funciona? O assistente traduz as suas palavras em uma chamada de ferramenta: o período vira os parâmetros from e to, “top 10” vira o limite de linhas, e “por fornecedor” escolhe a ferramenta de agrupamento certa. Cada peça clara na pergunta é uma decisão que ele não precisa adivinhar.

De fraca a forte: três reescritas

“Como estão as vendas?”

Fraca: não diz qual métrica (bruto? líquido?), nem quando, nem fatiado por quê. A versão forte:

prompt
Qual o faturamento líquido de junho, por fornecedor, top 10?

“Líquido” aponta para a métrica certa (vendas menos devoluções); “junho” vira from=2026-06-01 e to=2026-06-30; “por fornecedor” seleciona get_sales_by_supplier; “top 10” limita a resposta ao que cabe na reunião.

“Quem é meu pior cliente?”

Fraca: “pior” em quê — quem compra pouco, quem devolve muito, quem dá pouca margem? A versão forte decide:

prompt
Quais os 10 clientes de pior margem no último trimestre?

“Pior margem” escolhe get_worst_margin_customers e já define a ordenação (da menor margem para a maior); “último trimestre” dá o período; “10” dá o limite.

“E o estoque?”

Fraca: estoque tem várias perguntas dentro — falta, excesso, posição. A versão forte usa a palavra do ofício:

prompt
Quais produtos estão em ruptura hoje?

“Ruptura” tem ferramenta própria: find_stockouts — produto zerado que continua vendendo. Uma palavra do balcão vale por um parágrafo de explicação.

Três regras que evitam retrabalho

  1. Peça períodos explícitos. “De 1º a 30 de junho” é melhor que “nas vendas recentes”. E atenção com “hoje”: antes de o faturamento do dia processar, o número pode vir R$ 0 — é o estado real, não um erro.
  2. Peça ranking ou limiar em vez de “todos”. As ferramentas têm teto de linhas — “todos os clientes” devolve no máximo o teto, cortado sem aviso. “Top 20” ou “só os vencidos há mais de 30 dias” trazem exatamente o que importa.
  3. Uma pergunta por vez, depois refine. Comece pelo resumo, depois estreite o recorte na conversa — o assistente lembra o contexto. O passo a passo está em Refinar e continuar a conversa.
A resposta diz de quando são os dados

Toda resposta termina com o frescor: “Dados de 15 min atrás”. Se o número parecer estranho, olhe essa linha antes de desconfiar — pode ser só o dia ainda processando.

Com a fórmula na mão, vá aos bancos de perguntas prontas: Vendas e outros domínios.